Considerações Gerais sobre a GAE - parte II
Segunda parte da série:
CATEGORIAS:
Podem competir em Individual Feminino, Individual Masculino, Dupla Mista (1 homem e 1 mulher, obrigatoriamente), Trio (3 homens, 3 mulheres ou qualquer combinação mista) e Grupo (só homens, só mulheres, ou qualquer combinação mista; na LIBRAF são de 5 a 10 pessoas, na FISAF são de 6 a 8 pessoas e na FIG são de ).
Já na FIG, os grupos são compostos de 6 ginastas em competições oficiais internacionais, sempre, e de 6 ou 5 em nacionais e regionais/estaduais.
Uma observação: na LIBRAF e na FISAF, a categoria grupo entra como uma modalidade diferente, chamada Aeróbica Fitness, já que o objetivo é priorizar as capacidades coreográficas e artísticas, ao invés das habilidades físicas exigindas em elementos de dificuldade. Eles até são permitidos, mas existem restrições: saltos com quedas em espacatos ou em push ups (apoios/flexões), esquadros e pranchas com uma mão só ou que giram, e push ups com uma mão só são proibidos, assim como movimentos acrobáticos da ginástica, giros de joelhos e a propulsão de alguém da equipe (jogar o parceiro no ar). Saltos que retornem à posição em pé, quedas livres simples, suportes (elevar parceiros nas poses inicial e final) e espacatos como transições são permitidos, assim como push ups com 2 braços, esquadros, pranchas e chute altos.
Porém na FIG, as provas em grupo seguem praticamente sempre as mesmas regras e critérios de avaliação que são usados em outras provas, tanto em artístico como em execução e dificuldade.
IDADES:
Na LIBRAF:
Baby I – 4 a 5 anos
Baby II – 6 a 7 anos
Showcase – 8 a 10 anos
Cadet – 11 a 13 anos
Junior – 14 a 16 anos
Sênior – 17 ou +18 anos
Na FIG:
Infantil (National development) 10 a12 anos (essa categoria existe somente em competições nacionais e regionais)
Infanto-juvenil (Age Group I) 12 a 14 anos
Juvenil (age group II) 15 a 17 anos
Adulto (senior) a partir de 18 anos
Em breve: Considerações Gerais sobre a GAE – parte III
Beijos para todos!
Profa Lica, com a colaboração de sua grande amiga Evelyn Pinheiro
Add comment Agosto 20, 2008
Considerações Gerais sobre a GAE - parte I
Conforme prometido estou aqui de novo pra falar mais sobre a GAE. Eu ía escrever sobre Mérito Artístico, mas percebi que tem outras informações que devem ser passadas antes, informações básicas.
Quem já tem alguma experiência em GAE e conhece bem o esporte pode achar bobagem, mas como aqui no sul recém estamos resgatando a modalidade, ouvi com surpresa quando alunos me perguntaram o que era a GAE, dizendo que não sabem explicar o que é o esporte quando questionados sobre isso.
DEFINIÇÃO DE GINÁSTICA AERÓBICA ESPORTIVA segundo a FIG:
“Ginástica Aeróbica Esportiva é a habilidade de executar continuamente padrões de movimentos complexos e de alta intensidade com música, originados da tradicional dança aeróbica.
A rotina deve demonstrar movimentos contínuos, flexibilidade, força e a utilização dos sete passos básicos, com alto grau de perfeição nos elementos de dificuldade executados.”
Eu, particularmente, quando tenho que descrever o esporte, digo que é uma ginástica que surgiu das aulas de aeróbica de academia e que misturaram saltos, giros, flexões/apoios/push ups, movimentos de força e coisas de outras danças, e que a gente salta e rola no chão também. Mas que, antes de tudo, é um show onde o atleta tem que deixar sua marca pessoal no palco.
DURAÇÃO DE UMA ROTINA/COREOGRAFIA:
Na LIBRAF, crianças abaixo de 10 anos usam músicas com 1 minuto e 30 segundos, com tolerância para 5 segundos a mais ou a menos. Atletas com idade acima de 11 anos usam músicas com 1 minuto e 45 segundos, com tolerância de 5 segundos para mais ou para menos.
Na FIG a duração da rotina depende da categoria do ginasta. A categoria adulto sempre tem 1 minuto e 45 segundos, também com a tolerância de 5 segundos a mais ou a menos. Na categoria infantil a duração é de 1 minuto e 15 segundos, infanto-juvenil 1 minuto e 30 segundos e infanto-juvenil 1 minuto e 45 segundos.
A contagem do tempo inicia com o primeiro som audível (incluindo o bip) e termina com o último som audível, sendo que a rotina deve ser apresentada integralmente com a música selecionada sob o risco do atleta perder pontuação por interrupção da rotina.
Em breve: Considerações Gerais sobre a GAE – parte II
Beijos para todos!
Profa Lica, com a colaboração de sua grande amiga Evelyn Pinheiro
1 comment Agosto 17, 2008
Pensamento legal que eu catei do orkut e que se aplica à Aeróbica:
” Dançar é como crescer. Um processo lento, cheio de surpresas e lutas. A realização de feitos que parecem impossíveis de se concretizar. Acrobacias que exigem muito mais que horas de treinamento. Que só a ousadia tem a capacidade de explicar. Um constante aprendizado para o qual nem sempre acham necessário nos preparar. É preciso ter talento. Saber misturar, em doses certas, força e sensibilidade. Conhecer limites e capacidades.Sem temer fracassos. Amar. Amar-se. Sem medos. Corpo e mente em perfeita harmonia. Essa integração é o segredo da eterna liberdade, que nos permite alcançar vôos muito, mas muito maiores.
Isto é Dançar!!”
1 comment Agosto 12, 2008
Coreografias em grupo ou não
Prometo que vou evitar escrever textos longos, sei que não é todo mundo que tem paciência para ler tudo.
Para quem está começando na aeróbica, a FISAF e nós da LIBRAF fazemos uma diferenciação entre Ginástica Aeróbica Esportiva (Aeróbica de Competição) e Aeróbica Fitness (ou Fitness Aeróbica). Pra explicar a diferença, cito um trecho extraído do regulamento da LIBRAF de 2008:
“A categoria Fitness Aeróbica foi criada para valorizar a coreografia em grupo sem grau de dificuldade, proporcionando uma maior participação dos alunos de academias, escolas, etc., características estas que diferem o atleta da aeróbica de competição de alto nível dos atletas fitness aeróbica, não sendo com isto proibida a participação de grandes atletas no grupo.”
As coreografias de Fitness Aeróbica, assim como as de GAE, são avaliadas pelos mesmos critérios: Artístico, Técnico e Especialidade. Podem até apresentar elementos de dificuldade, mas eles servem apenas para adicionar pontos no critério artístico e deve-se ter o cuidado de não adicionar elementos proibidos, reservados para atletas da GAE. Na Libraf um grupo pode ter de 5 a 10 atletas.
abaixo temos um vídeo de Aeróbica Fitness, da Alemanha:
As coreografias de Aeróbica de Competição são destinadas para atletas competirem em individual masculino, individual feminino, pares mistos ou trios. Estas rotinas devem apresentar obrigatoriamente algum elemento de dificuldade das 4 famílias de elementos: Flexibilidade (splits/espacatos), Saltos, Força Estática (pranchas, esquadros e V-presses) e Força Dinâmica (push ups). Claro que o nível de dificuldade exigido para cada família depende da idade do atleta, e existem mesmo elementos proibidos para atletas muito pequenos (até 10 anos de idade) para evitar especialização precoce.
Agora um vídeo de Aeróbica de Competição de duplas mistas com os brasileiros Roberson Magalhães e Olga Cardoso:
A FIG não faz essa diferenciação entre as duas modalidades, ou seja, os grupos possuem o mesmo nível de dificuldade e exigência que individuais, duplas e trios.
Em breve volto a falar mais das 4 famílias de elementos de dificuldade.
Add comment Agosto 9, 2008
Brasileira campeã mundial pela terceira vez em 2008
É, ela conseguiu de novo. Marcela Lopez foi campeã mundial pela copa ANAC em Las Vegas em 2008. Mas isso ainda não é o suficiente a se falar dela. Só neste ano, ela subiu ao lugar mais alto do pódium por três vezes seguidas nos três campeonatos mundiais da modalidade: Mundial da Fig, em Ulm na Alemanha; Mundial IAF da Copa Suzuki, no Japão e Mundial da Anac em Las Vegas, Estados Unidos.
Além de levar para casa as três medalhas de ouro, a paulista ainda foi campeã do World Series da FIG, deixando para trás a chinesa Jinxuan Huang e a italiana Giulia Bianchi.
Abaixo temos o vídeo da Suzuki Cup. Parabéns garota!
Add comment Agosto 9, 2008
Novidade: Regulamentos da Aeróbica
A partir de agora vamos inaugurar uma nova sessão aqui no blog: REGULAMENTOS DE GINÁSTICA AERÓBICA ESPORTIVA, que ficarão disponíveis na categoria Regulamentos Aeróbica. Tenho visto que várias pessoas acessam o blog atrás de informações e que não encontram por que simplesmente não existe material publicado sobre isso. Quem conhece do esporte tende a reter o conhecimento por questões financeiras (retenção de mercado), o que prejudica a popularização da GAE.
Além disso, é uma maneira de incentivar os novos praticantes a conhecerem mais afundo o esporte, em especial os meus alunos, já que no final do ano faremos uma prova para testar o que realmente eles aprenderam e o que está ficando de fora.
Pra começar, vamos falar sobre um tema um pouco polêmico: as diferenças básicas entre as federações. Com o tempo, conforme o olho vai ficando mais apurado, é possível identificar com uma certa facilidade uma rotina executada sobre os critérios de uma ou de outra federação.
Bom, como eu já falei, existem basicamente 3 regras (sim, tudo isso!) de aeróbica. Uma delas é o regulamento da Federação Internacional de Ginástica (FIG), que foi adotado pela Copa Suzuki do Japão, pela Copa ANAC nos Estados Unidos e mais o Campeonato Mundial da própria FIG. Ou seja, a FIG regulamenta 3 dos 4 campeonatos mundiais existentes. A outra regra é da FISAF, Federação Internacional de Aeróbica Esportiva e Fitness, que regulamenta seu próprio evento mundial. E ainda temos a regra LIBRAF, da Liga Brasileira de Aeróbica e Fitness, que é a responsável pela Copa Brasil e Sul Americana de GAE que acontece aqui no RS, em Porto Alegre.
De maneira geral, existem 2 formas comuns de se avaliar uma rotina de aeróbica: são os critérios técnicos e os critérios artísticos. Posteriormente vou falar mais especificamente sobre eles.
Cada uma destas regras possui algumas particulares. A grande diferença da FIG e da FISAF é que a FIG é extremamente técnica e rígida com esta técnica. A FIG nasceu através da Ginástica Artística e foi responsável por regulamentar a modalidade e a criar um código de pontuação que envolve todas as regras do esporte. Quando a GAE fez sucesso no mundo, a FIG resolveu englobar a modalidade, adaptando as regras aos moldes do código que ela tinha, que era o da Ginástica Artística. A Ginástica Rítmica sofreu o mesmo processo dentro da FIG. Como a Ginástica Artística, que de artística não tem nada (por favor ginastas, não me crucifiquem, digo que não tem nada de artística por que não é exigido do atleta que ele interprete artisticamente a música enquanto executa uma série de exercícos nas argolas ou no salto sobre cavalo, com exceção do solo), ela é puramente exigência física, onde quem faz o movimento mais dificil e melhor tecnicamente vence. A parte artística das modalidades fica em segundo plano. Lembro de ter lido um artigo escrito pela atleta portuguesa Ana Macanita, eleita como representante da Aeróbica da Comissão de Atletas da FIG onde ela manifestava a insatisfação com a atual falta de apelo artístico que acontecia no passado, onde as coreografias tinham temas e os atletas se vestiam como super heróis, por exemplo.
A FIG avalia os atletas através de uma banca de jurados composta por árbitros de 3 critérios: Técnico, Artístico e DIFICULDADE. São 4 árbitros pra técnico, 4 pra artístico e 2 pra dificuldade. Não lembro bem como são feitas as médias das notas, mas acho que são somente somadas as notas e ao final quem tem a pontuação maior vence.
A FISAF já é um pouco diferente. Eu, particularmente, prefiro as rotinas aeróbicas dos atletas da FISAF. Elas podem não ser tão técnicas aos olhos dos árbitros da FIG, mas eu acho que a montagem coreográfica é mais bonita, já que permite que o atleta desenvolva muito mais a parte artística e deixe sua marca pessoal no palco.
A FISAF avalia os atletas através de uma banca de jurados composta por árbitros de 3 critérios: Técnico, Artístico e ESPECIALIDADE. São 2 árbitros pra técnico, 2 pra artístico e 3 pra especialidade. Aqui não existe soma de notas; cada árbitro dá o seu ranking em seu critério avaliativo para os atletas. Isso garante que o atleta que for mais mediano seja o vencedor, ou seja, o campeão vai ser o que for bom nos 3 critérios. A forma de avaliar da FIG permite que um atleta que não seja tão artístico mas que seja muito técnico possa vencer, ou vice-versa, ou ainda um que não tenha uma boa execução técnica ou uma boa apresentação artística mas que faça elementos com alto grau de dificuldade possa vencer. Já vi isso acontecer no pan americano do México, onde o trio mineiro ficou na frente do trio paulista por exatamente este motivo.
E temos ainda a regra LIBRAF. A LIBRAF quando surgiu tinha um acordo com a FISAF para usarem as mesmas regras. Eu mesma participei de dois cursos de arbitragem ministrados pela australiana Sally Trainnor, onde aprendi como funciona o sistema FISAF. Agora acho que mudou um pouco, já que a FISAF adotou recentemente código de pontuação também, apesar de que duvido que tenha mudado o sistema de ranking.
Mas voltando, até 2005 o regulamento era FISAF. A partir de 2006 começaram a acontecer modificações nas exigências técnicas, para facilitar o ingresso de atletas da FIG nos eventos da LIBRAF. Deixaram de ser obrigatórios os 4 push ups (flexões/apoios) seguidos, e é possível deslocar e girar durante os 4 jumping jacks (polichinelos).
Devido a problemas ocorridos durante a copa de 2007, fez-se necessário alterar e adaptar as regras, as quais fico muito satisfeita e honrada com o convite de ajudar na elaboração deste novo regulamento, que agora contempla também um código de pontuação próprio.
Bem, esclarecidas as diferenças básicas das federações, os próximos posts serão dedicados a aprofundar mais as regras, tornando mais fácil o acesso e o entendimento para o leitor que está recém se informando do assunto. Conheço muito bem o regulamento da LIBRAF, e por este motivo ele será o caminho norteador, o que não impede de maneira alguma que apareça alguns itens específicos sobre as outras federações. Acompanhem nos próximos artigos mais detalhes sobre como funcionam individualmente os méritos Artístico, Técnico, Dificuldade e Especialidade. No menu à direita tem os links para acessar diretamente os sites que possuem os regulamentos da FIG, FISAF e LIBRAF. Se houverem dúvidas, postem aqui comentários pois vou adorar responder a todas elas!
Até a próxima!
Add comment Julho 17, 2008
Apresentação da Move Fit no IPA
Então, eu, minhas alunas do Santa Inês e meus colegas da Franzen Fitness estivemos presentes no 9º Festival de Ritmo e Dança da Faculdade IPA de Porto Alegre, RS.
Confiram abaixo o vídeo do show e a gritaria da platéia, muuuuuuuuito emocionante e lindo!
Agradecimento especial a entidade que abriu espaço para nós, à LIBRAF, ao professor Davi e ao Alfredo, que filmou o espetáculo.
Add comment Junho 29, 2008
Santa Catarina agora com GAE também!!!
Há algum tempo o professor Lindomar Mineiro entrou em contato comigo e com a LIBRAF por que queria muito inserir a Ginástica Aeróbica Esportiva na cidade de Caçador, em Santa Catarina. Depois de conversarmos muito, ele conseguiu parceria com a Academia Impacto para começar suas aulas.
A primeira turma de GAE atende meninos e meninas de 10 a 14 anos nas quartas e sextas-feiras, das 16:30 às 17:30 na Academia Impacto, situada na Rua Moacir Sampaio, nº 371, Bairro Berger. Em breve terão também aulas para crianças a partir de 6 anos, pela manhã, em dias e horários a definir. As mensalidades são de R$30,00.
Mais informações através dos telefones (49) 9925-7543 (professor Mineiro) e (49) 3563-2165 (Academia Impacto).
Add comment Junho 28, 2008
Alessandro Paiva
Esse vídeo aparece aqui dedicado especialmente ao meu colega William, da Franzen Fitness, e aos meus alunos Allan e Renan, de Canoas. Resgatando os vídeos antigos de aeróbica, aqui vai uma apresentação que eu acho incrível, que é a do Alessandro Paiva.
Esse mineiro é um arraso no palco. Não exatamente pelos elementos de dificuldades que ele faz, mas pelo estilo incomparável. Aliás, não vou comentar a parte de execução e nivel de dificuldade que apresenta aqui, até por que acho que aqui era só uma demonstração, e não uma competição. Cheguei a ver os vídeos de mundial dele, mas não gostei muito da qualidade das imagens.
Adoro nele o fato de que ele posa de gostoso. Aliás, faz isso muito bem e com muita classe. Sabemos que homens ainda enfrentam muito preconceito quando estão no palco, dançando, ainda mais com uma roupa tão justa como a usada em apresentações e competições de aeróbica. Me lembro de ter ouvido o Franzen dizer algo que concordo plenamente: independente da intimidade do atleta, ele deve subir no palco e se portar como tal, seja ele homem ou mulher. Eu acho horroso um homem afrescalhado no palco, chega a ser nojento! E isso eu acho incrível: o Alessandro rebola na cara dura, sem deixar em momento algum de ser masculino. Se eu estivesse ao vivo assistindo, com certeza ia à loucura!
Meninos, inspirem-se nesse atleta brasileiro bi-campeão mundial e façam a mulherada suspirar e berrar quando estiverem no palco! Só cuidado com as roupas rasgadas e as manchas de batom das fãs na saída, hehe!
1 comment Junho 25, 2008
Protegido: Apresentação IPA - Move Fit e Franzen Fitness
Digite sua senha para visualizar os comentários Junho 21, 2008
