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Arabesques – Escola Russa (Vaganova)

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Podem ser executadas de infinitas maneiras, sendo que os quatro principais aceitos pela técnica russa, sempre com no mínimo 90º de elevação da perna de ação, são:

1º arabesque:

  • Posição do corpo: effacé, com leve inclinação à frente.
  • Braço da perna de base: encontra-se estendido em frente ao corpo.
  • Braço da perna de ação: está estendido ao lado do ombro.
  • Posição da cabeça: de perfil para a platéia.

2º arabesque:

  • Posição do corpo: effacé.
  • Braço da perna de base: está estendido ao lado, devendo ser visto pela plateia por detrás do corpo do bailarino.
  • Braço da perna de ação: encontra-se estendido em frente ao corpo.
  • Posição da cabeça: em direção à platéia.

3º arabesque:

  • Posição do corpo: croisé.
  • Braço da perna de base: está estendido ao lado do ombro, levemente para trás e em linha descendente.
  • Braço da perna de ação: encontra-se estendido em frente ao corpo, com os dedos na altura do nariz.
  • Posição da cabeça: como se olhasse o movimento da mão em frente ao corpo.

4º arabesque:

  • Posição do corpo: croisé. Este é o mais difícil de ser executado na técnica russa, pois existe uma torção do tronco (épaulement), onde as costas devem ser mostradas para a plateia.
  • Braço da perna de base: encontra-se estendido em frente ao corpo.
  • Braço da perna de ação: está estendido ao lado do ombro, levemente para trás e em linha descendente.
  • Posição da cabeça: encontra-se em direção à platéia.

Fonte: Basic Principles of classical ballet – Russian Ballet Technique, Agrippina Vaganova. 4a edição. Dover Publications

Arabesques – Escola Cubana (ENBC)

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Especificamente na escola Cubana existem 4 tipos de arabesques, e de forma geral são executados de perfil para o público.

arabesques - cubano

1º arabesque:

  • Posição do corpo: effacé.
  • Braço da perna de base: encontra-se estendido em frente ao corpo, com os dedos na altura do nariz.
  • Braço da perna de ação: está estendido ao lado do ombro, levemente para trás e em linha descendente.
  • Posição da cabeça: encontra-se com olhar em direção do dorso da mão da perna de base, sem inclinações.

2º arabesque:

  • Posição do corpo: effacé.
  • Braço da perna de base: está estendido ao lado do ombro, levemente para trás e em linha descendente.
  • Braço da perna de ação: encontra-se estendido em frente ao corpo, com os dedos na altura do nariz.
  • Posição da cabeça: encontra-se com olhar em direção à platéia.

3º arabesque:

  • Posição do corpo: croisé.
  • Braço da perna de base: está estendido ao lado do ombro, levemente para trás e em linha descendente.
  • Braço da perna de ação: encontra-se estendido em frente ao corpo, com os dedos na altura do nariz.
  • Posição da cabeça: como se olhasse o movimento da mão em frente ao corpo.

4º arabesque:

  • Posição do corpo: croisé.
  • Braço da perna de base: encontra-se estendido em frente ao corpo.
  • Braço da perna de ação: está estendido ao lado do ombro, levemente para trás e em linha descendente.
  • Posição da cabeça: encontra-se em direção à platéia

Fonte: Ramona de Saá Bello (metodóloga da Escuela Nacional de Ballet de la República de Cuba)

Arabesques – Escola Inglesa (Royal Academy of Dancing)

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São três os arabesques básicos da Royal Academy of Dancing, todos executados com o corpo na posição effacé ou de perfil para o público, para que possam ser mais facilmente apreciados:

www.movefit.wordpress.com

1º arabesque:

  • Posição do corpo: effacé.
  • Braço da perna de base: encontra-se estendido em frente ao corpo, em linha ascendente.
  • Braço da perna de ação: em segunda posição, com a palma da mão voltada para baixo.
  • Posição da cabeça: olhando por cima da ponta dos dedos da mão em frente ao corpo.

2º arabesque:

  • Posição do corpo: effacé.
  • Braço da perna de base: em segunda posição, com a palma da mão voltada para baixo.
  • Braço da perna de ação: encontra-se estendido em frente ao corpo, em linha ascendente, evitando esconder o rosto da plateia.
  • Posição da cabeça: olhando por cima da ponta dos dedos da mão em frente ao corpo.

3º arabesque: reúne o 1º e o 2º arabesque.

  • Posição do corpo: effacé.
  • Braço da perna de base: encontra-se estendido em frente ao corpo, em linha ascendente.
  • Braço da perna de ação: encontra-se estendido em frente ao corpo, em linha ascendente, evitando esconder o rosto da plateia.
  • Posição da cabeça: olhando por cima da ponta dos dedos da mão em frente ao corpo mais alta.

Fonte: Curso de Balé/Royal Academy of Dancing. 4a edição. São Paulo. Editora Martins Fontes, 1998.

Arabesques – tipos (inglês, cubano, russo e italiano)

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Arabesques são poses charmosas inspiradas em antigos ornamentos (arabescos) encontrados na pintura e na escultura moura, usados para expressar linhas graciosas na arte da dança. Eles demonstram claramente o equilíbrio do bailarino, onde uma perna é usada como base e a outra permanece estendida atrás (derrière).

Podem ser feitos com a perna de ação a terre (no chão) ou en l’air (no ar) e deve-se manter o tronco ereto durante sua demonstração. A perna de base pode variar, executando o arabesque com todo pé no solo (a pied plat), com o pé em meia ponta ou pontas (a elevé/relevé), com giros (tours) ou com saltos (temps levé sautés).

De maneira geral, os arabesques diferenciam-se entre si, em qualquer linha de ensino, através de variações do posicionamento do corpo no espaço (effacé ou croisé) e através das diferentes colocações dos braços e cabeças.

Na figura abaixo é possível visualizar superficialmente as diferenças e as semelhanças entre os arabesques básicos nas  principais linhas de ensino de ballet no mundo:

comparação entre os tipos de arabesques das principais escolas de ensino de ballet no mundo.

comparação entre os tipos de arabesques das principais escolas de ensino de ballet no mundo.

Em breve colocarei novos posts detalhando como são feitos cada um deles nas escolas inglesa, russa, cubana e italiana.

Por professora Liciana Possani

(CREF 08014-G/RS)

Como ensinar alongamento para crianças pequenas

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Meus pequenos alunos de ginástica sempre chamaram atenção pelo alto grau de flexibilidade desenvolvido. E esta é uma das dúvidas mais comuns de professores de ballet infantil e de ginástica: como aproveitar o período de ouro da flexibilidade da idade pré-escolar e escolar (período entre dois grandes picos de crescimento que são a fase de bebê e a fase adolescência) e fazer isso de uma forma divertida e que dê resultados.

A primeira coisa que devemos ter em mente é que quem comanda o processo são as crianças. Isso mesmo! E calma, sua aula não será um caos, muito pelo contrário.

Uma vez que as crianças reconhecem o alongamento das pernas em borboleta, por exemplo, estão aptas a começar a alongar com mais profundidade essa musculatura. Com crianças bem pequenas, podemos brincar de congelar elas na estátua da borboleta e basta dizer que vamos passar de uma por uma para dar uma “forçadinha” na borboleta. E eis o pulo do gato: passe pela primeira criança e pergunte a ela: “posso forçar um pouquinho?”. Se ela disser que não, mesmo que seja por brincadeira dela (as crianças nos testam!), “diga um ok” amoroso e passe reto, respeitando sua vontade. Vá para a próxima criança e repita a mesma pergunta: “posso forçar um pouquinho?” e se a resposta for “sim”, Add subtitle textcomemore com um sonoro “oba!” e passe a próxima instrução: ”me avise até onde posso empurrar”. E gentilmente faça uma leve pressão nas costas, próximo à região lombar, para forçar a flexão do tronco à frente. Ao primeiro sinal de desconforto, congele onde você estiver e pergunte a ela: “quer que eu pare ou posso continuar?”. Ao final, faça algum comentário positivo sobre a disposição da criança em ser alongada com essa sobrecarga, ou seja, com a força que nós professores exercemos sobre elas.

Com o tempo, elas vão começar a distinguir a diferença entre dor de lesão/machucados comuns da “dor” do desconforto do alongamento e com as correções, tão importantes para a evolução técnica dos alunos. Aproveite e explique que não conseguimos alongar tudo de uma vez e que para ficarmos bem flexíveis temos que ir até o ponto do leve desconforto, para ser aguentável. E claro, elogie MUITO cada novo avanço de cada aluno.

Por professora Liciana Possani

(CREF 08014-G/RS)

ballet – ensinando e/ou melhorando pirouettes

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Para alguns bailarinos fazer giros duplos, triplos ou com até 8 voltas com um único impulso é tão simples que chega a ser difícil descrever como executam. Para os outros pobres mortais (como eu!), elaborei um passo-a-passo de como ensinar bailarinos iniciantes a girar e algumas dicas para ajudar quem quer melhorar a qualidade de suas piruetas.

  1. Aprender a girar livremente – É preciso que o bailarino/criança experimente e sinta prazer em girar antes de aprender a técnica específica. Afinal, as crianças precisam inicialmente ficar confortáveis com a perda do controle do equilíbrio. Lembro de como minha filha se divertia dando voltas e voltas na sala de casa, especialmente quando tentava bloquear o movimento e seu corpo continuava girando! Então, faça seus alunos girarem livremente pela sala e rolar como o corpo estendido no chão (estimule-os a girar para os dois lados!) ensina um princípio básico de giro: girar em bloco. Isso significa que quando giramos, devemos manter a cintura escapular (ombros) encaixada exatamente encima da cintura pélvica (quadris) e esta exatamente encima das pernas, sem cruzamentos.
  2. Cabeça de giro – escolher um ponto no espaço exatamente na linha de seus próprios olhos e olhar fixamente o máximo de tempo possível é imprescindível para manter o foco durante um ou vários giros. Colocar os alunos na diagonal da sala ou mesmo de frente para o espelho olhando em seus próprios olhos e ensinando que a cabeça gira em uma velocidade diferente do resto do corpo é uma forma excelente de ensinar este pré-requisito.
  3. Equilíbrio em dois pés e depois em um pé – prolongue ao máximo o tempo que você e/ou seus pupilos fica(m) no equilíbrio/ballance em 5ª posição, passé/retire, arabesque ou outra posição fixa de forma estática, buscando a colocação correta do eixo corporal. Repare no tempo que bailarinos que giram muito ficam com seu corpo de forma fixada e você entenderá a importância desse pré-requisito. Se o objetivo for girar com sapatilhas de ponta, a altura da meia ponta e o fortalecimento dos tornozelos são cruciais.
  4. Plié – o demi plié deve ser elástico, suave ao início e levar ao rápido ataque da pirueta.
  5. Velocidade que o pé de ação empurra o solo – sim, terceira de lei de Newton: lei da ação e reação. Quanto mais você empurrar o piso, mais ele vai te empurrar de volta para subir rápido o passé/attittude/arabesque/etc e te colocar no eixo para girar. Do contrário talvez você já tenha começado a girar e a perna ainda não atingiu sua colocação correta no espaço, o que acaba por tirar o bailarino de seu próprio eixo, interrompendo a sequencia de giros. Claro que existem giros lindíssimos onde a posição do corpo muda, como múltiplos giros que começam em um passé que desce para um coupé, mas isso é para bailarinos que já possuem grande domínio da técnica de giro.
  6. Boa posição inicial de preparação para pirueta – aqui chamo a atenção especialmente para as preparações de 4ª posição para pirouettes en dehors e en dedans. Verifique se o bailarino coloca todo o pé em contato com o solo, especialmente o pé de trás, que é da perna de ação do movimento, e se seu peso corporal está corretamente distribuído em ambos os pés. Quanto maior for sua base de apoio, mais fácil será para ele empurrar e colocar-se rapidamente no eixo correto para girar. E essa dica contribui também para o trabalho eficiente do en dehors.
  7. Olhe para onde você vai finalizar o giro. Para principiantes o ideal é finalizar o giro onde se começa ele (de frente para o espelho, na altura de seus próprios olhos, por exemplo), mas conforme forem aprendendo piruetas novas é importante que os bailarinos aprendam o que chamamos de “marcar ponto”. Ou seja, marque o ponto onde você vai finalizar o giro e logo que começar a girar busque-o rapidamente.
  8. Insista em uma bonita finalização – tão importante como preparar o giro e girar uma ou mais voltas é saber como finalizá-lo. Pode ser em uma 4ª ou 5ª posição de pés, um arabesque ou uma pose qualquer de livre escolha do aluno ou professor. O órgão humano responsável por mantermos o equilíbrio encontra-se dentro do aparelho auditivo e é regulado por líquidos que por ali transitam. Quando estamos querendo dominar a técnica de giros, devemos saber como colocar estes líquidos em movimento e também treiná-los a parar rapidamente ao nosso comando, através de nossas terminações nervosas. Claro, isso tudo acontece de forma inconsciente, mas treinamos isso controlando nosso corpo conscientemente.

Espero que essas dicas ajudem você a melhorar suas piruetas e a ensinar seus alunos a girar com mais facilidade.

Para encerrar, compartilho este vídeo que dá outras dicas bacanas sobre giros, em inglês.

pensamento do dia

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