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Novidade: Regulamentos da Aeróbica

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A partir de agora vamos inaugurar uma nova sessão aqui no blog: REGULAMENTOS DE GINÁSTICA AERÓBICA ESPORTIVA, que ficarão disponíveis na categoria Regulamentos Aeróbica. Tenho visto que várias pessoas acessam o blog atrás de informações e que não encontram por que simplesmente não existe material publicado sobre isso. Quem conhece do esporte tende a reter o conhecimento por questões financeiras (retenção de mercado), o que prejudica a popularização da GAE.

Além disso, é uma maneira de incentivar os novos praticantes a conhecerem mais afundo o esporte, em especial os meus alunos, já que no final do ano faremos uma prova para testar o que realmente eles aprenderam e o que está ficando de fora.

Pra começar, vamos falar sobre um tema um pouco polêmico: as diferenças básicas entre as federações. Com o tempo, conforme o olho vai ficando mais apurado, é possível identificar com uma certa facilidade uma rotina executada sobre os critérios de uma ou de outra federação.

Bom, como eu já falei, existem basicamente 3 regras (sim, tudo isso!) de aeróbica. Uma delas é o regulamento da Federação Internacional de Ginástica (FIG), que foi adotado pela Copa Suzuki do Japão, pela Copa ANAC nos Estados Unidos e mais o Campeonato Mundial da própria FIG. Ou seja, a FIG regulamenta 3 dos 4 campeonatos mundiais existentes. A outra regra é da FISAF, Federação Internacional de Aeróbica Esportiva e Fitness, que regulamenta seu próprio evento mundial. E ainda temos a regra LIBRAF, da Liga Brasileira de Aeróbica e Fitness, que é a responsável pela Copa Brasil e Sul Americana de GAE que acontece aqui no RS, em Porto Alegre.

De maneira geral, existem 2 formas comuns de se avaliar uma rotina de aeróbica: são os critérios técnicos e os critérios artísticos. Posteriormente vou falar mais especificamente sobre eles.

Cada uma destas regras possui algumas particulares. A grande diferença da FIG e da FISAF é que a FIG é extremamente técnica e rígida com esta técnica. A FIG nasceu através da Ginástica Artística e foi responsável por regulamentar a modalidade e a criar um código de pontuação que envolve todas as regras do esporte. Quando a GAE fez sucesso no mundo, a FIG resolveu englobar a modalidade, adaptando as regras aos moldes do código que ela tinha, que era o da Ginástica Artística. A Ginástica Rítmica sofreu o mesmo processo dentro da FIG. Como a Ginástica Artística, que de artística não tem nada (por favor ginastas, não me crucifiquem, digo que não tem nada de artística por que não é exigido do atleta que ele interprete artisticamente a música enquanto executa uma série de exercícos nas argolas ou no salto sobre cavalo, com exceção do solo), ela é puramente exigência física, onde quem faz o movimento mais dificil e melhor tecnicamente vence. A parte artística das modalidades fica em segundo plano. Lembro de ter lido um artigo escrito pela atleta portuguesa Ana Macanita, eleita como representante da Aeróbica da Comissão de Atletas da FIG onde ela manifestava a insatisfação com a atual falta de apelo artístico que acontecia no passado, onde as coreografias tinham temas e os atletas se vestiam como super heróis, por exemplo.

A FIG avalia os atletas através de uma banca de jurados composta por árbitros de 3 critérios: Execução, Artístico e DIFICULDADE. São 4 árbitros pra execução, 4 pra artístico e 2 pra dificuldade. Não lembro bem como são feitas as médias das notas, mas acho que são somente somadas as notas e ao final quem tem a pontuação maior vence.

A FISAF já é um pouco diferente. Eu, particularmente, prefiro as rotinas aeróbicas dos atletas da FISAF. Elas podem não ser tão técnicas aos olhos dos árbitros da FIG, mas eu acho que a montagem coreográfica é mais bonita, já que permite que o atleta desenvolva muito mais a parte artística e deixe sua marca pessoal no palco.

A FISAF avalia os atletas através de uma banca de jurados composta por árbitros de 3 critérios: Técnico, Artístico e ESPECIALIDADE. São 2 árbitros pra técnico, 2 pra artístico e 3 pra especialidade. Aqui não existe soma de notas; cada árbitro dá o seu ranking em seu critério avaliativo para os atletas. Isso garante que o atleta que for mais mediano seja o vencedor, ou seja, o campeão vai ser o que for bom nos 3 critérios. A forma de avaliar da FIG permite que um atleta que não seja tão artístico mas que seja muito técnico possa vencer, ou vice-versa, ou ainda um que não tenha uma boa execução técnica ou uma boa apresentação artística mas que faça elementos com alto grau de dificuldade possa vencer. Já vi isso acontecer no pan americano do México, onde o trio mineiro ficou na frente do trio paulista por exatamente este motivo.

E temos ainda a regra LIBRAF. A LIBRAF quando surgiu tinha um acordo com a FISAF para usarem as mesmas regras. Eu mesma participei de dois cursos de arbitragem ministrados pela australiana Sally Trainnor, onde aprendi como funciona o sistema FISAF. Agora acho que mudou um pouco, já que a FISAF adotou recentemente código de pontuação também, apesar de que duvido que tenha mudado o sistema de ranking.

Mas voltando, até 2005 o regulamento era FISAF. A partir de 2006 começaram a acontecer modificações nas exigências técnicas, para facilitar o ingresso de atletas da FIG nos eventos da LIBRAF. Deixaram de ser obrigatórios os 4 push ups (flexões/apoios) seguidos, e é possível deslocar e girar durante os 4 jumping jacks (polichinelos).

Devido a problemas ocorridos durante a copa de 2007, fez-se necessário alterar e adaptar as regras, as quais fico muito satisfeita e honrada com o convite de ajudar na elaboração deste novo regulamento, que agora contempla também um código de pontuação próprio.

Bem, esclarecidas as diferenças básicas das federações, os próximos posts serão dedicados a aprofundar mais as regras, tornando mais fácil o acesso e o entendimento para o leitor que está recém se informando do assunto. Conheço muito bem o regulamento da LIBRAF, e por este motivo ele será o caminho norteador, o que não impede de maneira alguma que apareça alguns itens específicos sobre as outras federações. Acompanhem nos próximos artigos mais detalhes sobre como funcionam individualmente os méritos Artístico, Técnico, Dificuldade e Especialidade. No menu à direita tem os links para acessar diretamente os sites que possuem os regulamentos da FIG, FISAF e LIBRAF. Se houverem dúvidas, postem aqui comentários pois vou adorar responder a todas elas!

Até a próxima!

Sobre Lica

Apaixonada pelo ensino de de ballet e ginástica para crianças e adolescentes. Formada em Ed Física pela UFRGS e especialista em treinamento desportivo pela UGF.

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  1. AMEI ESSE SITE, FOI ÓTIMO PARA MINHA PESQUIZA

  2. tenho que fazer para o jornal da escola noticia sobre a ginastica e nao quero escrever tdo isso oque fasso é para sexta-feira

  3. olá, querida, faça um resumo!

  4. Olá Pessoal estou aqui para esclarecer algumas coisas.
    A banca de arbitragem fig é Formada por : Execução,Artistico e Dificuldade e não por Tecnico, Artistico e dificuldade.

    Em relação ao Trio mineiro ter ficado na Frente do trio paulista, foi uma questão nada mais justa, ja que ele foi melhor, a diferença entre as notas nãofoi grande não(foram de decimos).

  5. Agradeço o esclarecimento sobre a banca de arbitragem da FIG. Já corrigi o equívoco do post.🙂

    Acho muito bacana o trabalho que vem sendo feito em Minas com toda a equipe de ginástica. Tenho acompanhado a evolução e o crescimento de todos, em especial da Juliana e do Marcisnei. Com certeza é um dos polos de desenvolvimento e de prescimento do esporte, parabéns pelo excelente trabalho!

    Aliás, pesquisando mais material sobre a aeróbica, encontrei citações sobre material divulgado por Katia Lemos e não consigo encontrar para compra. Gostaria de ter acesso ao “Temas atuais: Educação Física e Esports vol3”. Será que tens como me ajudar? Adoraria trocar figurinhas sobre esse esporte tão maravilhoso!

    Novamente obrigada pelo comentário no blog!
    profa Lica

  6. amei essa materia foi bom pra entender um pouco mais da ginastica aerobica!!!!!!

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