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Como ensinar alongamento para crianças pequenas

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Meus pequenos alunos de ginástica sempre chamaram atenção pelo alto grau de flexibilidade desenvolvido. E esta é uma das dúvidas mais comuns de professores de ballet infantil e de ginástica: como aproveitar o período de ouro da flexibilidade da idade pré-escolar e escolar (período entre dois grandes picos de crescimento que são a fase de bebê e a fase adolescência) e fazer isso de uma forma divertida e que dê resultados.

A primeira coisa que devemos ter em mente é que quem comanda o processo são as crianças. Isso mesmo! E calma, sua aula não será um caos, muito pelo contrário.

Uma vez que as crianças reconhecem o alongamento das pernas em borboleta, por exemplo, estão aptas a começar a alongar com mais profundidade essa musculatura. Com crianças bem pequenas, podemos brincar de congelar elas na estátua da borboleta e basta dizer que vamos passar de uma por uma para dar uma “forçadinha” na borboleta. E eis o pulo do gato: passe pela primeira criança e pergunte a ela: “posso forçar um pouquinho?”. Se ela disser que não, mesmo que seja por brincadeira dela (as crianças nos testam!), “diga um ok” amoroso e passe reto, respeitando sua vontade. Vá para a próxima criança e repita a mesma pergunta: “posso forçar um pouquinho?” e se a resposta for “sim”, Add subtitle textcomemore com um sonoro “oba!” e passe a próxima instrução: ”me avise até onde posso empurrar”. E gentilmente faça uma leve pressão nas costas, próximo à região lombar, para forçar a flexão do tronco à frente. Ao primeiro sinal de desconforto, congele onde você estiver e pergunte a ela: “quer que eu pare ou posso continuar?”. Ao final, faça algum comentário positivo sobre a disposição da criança em ser alongada com essa sobrecarga, ou seja, com a força que nós professores exercemos sobre elas.

Com o tempo, elas vão começar a distinguir a diferença entre dor de lesão/machucados comuns da “dor” do desconforto do alongamento e com as correções, tão importantes para a evolução técnica dos alunos. Aproveite e explique que não conseguimos alongar tudo de uma vez e que para ficarmos bem flexíveis temos que ir até o ponto do leve desconforto, para ser aguentável. E claro, elogie MUITO cada novo avanço de cada aluno.

Por professora Liciana Possani

(CREF 08014-G/RS)

Sobre Lica

Apaixonada pelo ensino de de ballet e ginástica para crianças e adolescentes. Formada em Ed Física pela UFRGS e especialista em treinamento desportivo pela UGF.

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